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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Panem et circenses ( Pão e circo)

 

Panem et circenses (Pão e circo)

Panem et circenses (pão e circo) é o título da tira de humor de Los Intelectuais que vamos apresentar essa semana. Onde Nina e Los interagem sobre acontecimentos da semana.

“Pão e circo” é uma expressão utilizada para se referir a uma estratégia de manipulação e controle social, na qual governantes oferecem benefícios básicos e entretenimento para distrair a população de problemas graves (como corrupção, crise econômica e falta de direitos), evitando revoltas e reações por parte da população.

A expressão foi criada pelo poeta satírico romano Juvenal, no final do século I e início do século II d.C. Até o século passado (XX), era aceita como verdade absoluta quando se tratava da relação entre a distribuição de comida e entretenimento à população romana como forma de controle social.

Dados e aprofundamentos históricos recentes, realizados no início do século XXI, mostram, no entanto, que a expressão, quando se refere a Roma, não é completamente verídica, uma vez que a distribuição de trigo — elemento essencial para os romanos nos séculos I e II a.C. — não era feita de forma geral a toda a população, mas sim apenas a um percentual que deveria obrigatoriamente residir em Roma.

 Sem deixar de levar em consideração os conceitos organizacionais de cidade-estado, presentes na Grécia e na Roma antiga, onde cada cidade tinha suas leis, regras, reis e governantes, exércitos e até mesmo moeda própria. É como se cada cidade fosse um micro país.

O conceito de Estado como país ou nação só surgiria posteriormente. Porém, voltando ao Panem et circenses e fazendo um paralelo com o presente, pão e circo pode ser entendido como o uso do entretenimento como uma nuvem de fumaça para amenizar ou mesmo distrair a população de um país, enquanto decisões importantes ou mesmo eleições presidenciais são organizadas e  negociadas.

O Brasil é um país que, a cada 4 anos, vê a lógica do pão e circo sendo colocada em prática, quando, coincidentemente, o ano da Copa do Mundo de futebol coincide com o ano de eleições presidenciais.

Desde a Roma antiga, a lógica do pão e circo, romantizada ou não, é colocada em prática, e por mais que Los se revolte e queira ação, Nina lhe oferece um cafezinho.

A propósito: Vai um cafezinho aí, enquanto assistimos um jogo da copa do mundo?


 


sexta-feira, 19 de junho de 2026

Espirito da copa

A tira desta semana fala por si só. Após uma estreia com um resultado que não convenceu e contando com a presença de “craques” que, até o momento, sequer saíram do banco de reservas, a Seleção Brasileira de futebol masculina ainda não conseguiu convencer a torcida.

 O desempenho apresentado até aqui está longe de corresponder às expectativas criadas em torno da equipe.

Fato é, que para quem já viu Taffarel, Romário, Branco, Mauro Silva, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho jogarem no passado, o desempenho apresentado pela atual seleção não consegue convencer. Hexa, pelo andar da carruagem apenas na próxima copa. 

Tira publicada no jornal Diário de Uberlândia em 18/06/2026 

 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Olhar o mundo com olhos de lua

 

Na linguagem popular, “estar no mundo da lua” costuma significar afastar-se do fluxo dominante, observar de fora e não ser levado automaticamente pelo comportamento coletivo. Na tira, a proposta de olhar o mundo com os olhos de lua, porém com o coração adormecido, é apresentada justamente nesse sentido.

      Em uma sociedade constantemente bombardeada pelo ter em detrimento do ser, é preciso compreender que nem tudo o que as telas e as mídias nos apresentam como urgente, necessário ou feliz realmente nos conduzirá a esses sentimentos. Somos diariamente estimulados a consumir emoções, experiências e desejos que muitas vezes não correspondem às nossas reais necessidades.

        Ao afastar-se simbolicamente da realidade imediata,  a tira convida o leitor a enxergar além das aparências, questionando discursos, comportamentos e certezas que costumam ser aceitos sem maiores questionamentos.

       Assim, a tira, publicada justamente entre o Dia dos Namorados e o início da Copa do Mundo de Futebol, propõe um exercício de observação crítica. Um olhar analítico, filosófico e até cirúrgico sobre os acontecimentos, os apelos emocionais e os interesses que movimentam a sociedade. Um olhar que não despreza os sentimentos, mas que também não se deixa conduzir por eles de forma automática.

        Fica a dica!


Tira publicada no Diário de Uberlândia e no site https://uberlandianofoco.com.br/olhar-o-mundo-com-os-olhos-de-lua/


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Astronauta – Copa e Gaza | Tira da Semana

 


Lá de cima, alguns movimentos parecem mais evidentes... ou pelo menos assim deveria ser.

Em mais uma aventura de O Astronauta, um fato inusitado chama a atenção. Mas espere... uma bola no espaço?

Com a proximidade da Copa, o assunto tem ocupado grande parte da atenção da mídia e das conversas do dia a dia. Porém, diante de tantos acontecimentos no mundo, será que esse é realmente o tema mais importante?

Publicada em 21 de maio de 2026 no Diário de Uberlândia, esta tira integra o O.Q Comic Universe, um universo de personagens e histórias que, aos poucos, vai ganhando forma, conexões e identidade própria.

Uma reflexão em forma de tira de humor sobre aquilo que escolhemos enxergar — e também sobre aquilo que, em outros momentos, preferimos ignorar.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

A Grande Onda


 A Grande Onda

“A Grande Onda de Kanagawa”, criada pelo artista japonês Katsushika Hokusai por volta de 1830–1833, é uma xilogravura icônica do estilo ukiyo-e. Partindo dela, criamos nesta semana uma tira que tem como tema ondas. Não a que vem do mar — belas, imensas, quase poéticas —, mas as atuais, da vida real: ondas de boletos, impostos, jornadas exaustivas de trabalho e a sensação constante de correr sem sair do lugar.

A grande onda desta semana coincide com um período de apreensão para muitos brasileiros, em um momento em que a redução da carga horária semanal do trabalhador é debatida no Congresso, com o possível fim da escala 6x1. Paralelamente, o trabalhador comum é pressionado pela proximidade do prazo final para declarar o Imposto de Renda, enquanto cobranças como IPTU e IPVA chegam em forma de novos boletos.

Que onda — e nela, milhões tentam apenas permanecer de pé.

A tira foi publicada em 30/04/2026 no jornal Diário de Uberlândia.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Povos Indígenas

 

Povos Indígenas

A tira dessa semana — publicada aqui e no Diário de Uberlândia — não traz humor.
Traz resgate. Traz memória.

Intitulada Povos Indígenas,  ela nasce da mesma inquietação que me levou a produzir Marco Temporal — premiada pelo edital da Artigo 19 Brasil — e Onde estão os Yanomamis.

Ela carrega também a assinatura do O.Q Comic Universe.

Uma inquietação que também passa pela linguagem.

O termo “índio”, na sua forma singular, não dá conta da pluralidade dos povos originários.

Índio nunca deu conta.
Nunca foi nome — foi rótulo.

Ao longo da história, essa simplificação serviu muito mais para organizar o olhar de quem coloniza do que para respeitar quem sempre esteve aqui.

O que existe são povos.
Muitos. Diferentes. Diversos. Vivos.

Por isso, o centro da imagem não é apenas um rosto — é um território atravessado por identidades: Tupi, Guarani, Tikuna, Yanomami, Xavante, Pataxó…

Não são variações de uma mesma coisa.
São mundos.

Pindorama — nome originário deste território — aparece repetido como gesto de memória e resistência. Para lembrar que este lugar já era nomeado, habitado e múltiplo antes de ser reduzido.

A tira veio para provocar.

Porque trocar uma palavra pode parecer pouco — mas muda o modo como se vê.

E o modo como se vê muda o modo como se trata.

Não é sobre correção política.
É sobre precisão histórica.

E, principalmente, sobre respeito.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Venenosa&cia - serie O Desafio- Continuação

 

A Felícia ficou indignada ao ouvir que a sucuri não seria a maior serpente do mundo… E foi logo fazer o que qualquer um faria: pesquisar na internet!

E não é que ela encontrou o “registro” de uma parente com quase 15 metros, com vídeo e tudo?

Mas calma, amigo leitor: isso não passa de história de pescador — ou, em bom português, uma verdadeira fake news do campo.

Relatos que até podem partir de algo real, mas vêm cheios de comparações equivocadas, proporções irreais e uma boa dose de exagero… no fim, nada disso se sustenta cientificamente.

Na realidade, os maiores registros confiáveis de sucuris estão bem longe disso.

E a Felícia?


Já foi até dar entrevista… essa história ainda vai render!

Roteiro: @biorider. Arte: @jimmyrus13

Esclarecemos que esta obra não tem relação com a personagem homônima da Record TV do Brasil!

A @venenosaecia é um projeto conjunto da @herpetocerrado e da @o.qstudiun e faz parte do O.Q Comic Universe.


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