Panem et circenses
“Pão e circo” é uma expressão utilizada para se referir a
uma estratégia de manipulação e controle social, na qual governantes oferecem
benefícios básicos e entretenimento para distrair a população de problemas
graves (como corrupção, crise econômica e falta de direitos), evitando revoltas
e reações por parte da população.
A expressão foi criada pelo poeta satírico romano Juvenal,
no final do século I e início do século II d.C. Até o século passado (XX), era
aceita como verdade absoluta quando se tratava da relação entre a distribuição
de comida e entretenimento à população romana como forma de controle social.
Dados e aprofundamentos históricos recentes, realizados no
início do século XXI, mostram, no entanto, que a expressão, quando se refere a
Roma, não é completamente verídica, uma vez que a distribuição de trigo —
elemento essencial para os romanos nos séculos I e II a.C. — não era feita de
forma geral a toda a população, mas sim apenas a um percentual que deveria
obrigatoriamente residir em Roma.
O conceito de Estado como país ou nação só surgiria posteriormente.
Porém, voltando ao Panem et circenses e fazendo um paralelo com o
presente, pão e circo pode ser entendido como o uso do entretenimento como uma
nuvem de fumaça para amenizar ou mesmo distrair a população de um país,
enquanto decisões importantes ou mesmo eleições presidenciais são organizadas e negociadas.
O Brasil é um país que, a cada 4 anos, vê a lógica do pão e
circo sendo colocada em prática, quando, coincidentemente, o ano da Copa do
Mundo de futebol coincide com o ano de eleições presidenciais.
Desde a Roma antiga, a lógica do pão e circo, romantizada ou
não, é colocada em prática, e por mais que Los se revolte e queira ação, Nina
lhe oferece um cafezinho.
A propósito: Vai um cafezinho aí, enquanto assistimos um
jogo da copa do mundo?

















